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sexta-feira, 18 de março de 2011

Na reunião de hoje nossos coroinhas tiveram formação sobre as cores liturgicas a quaresma e a festa da pascoa.

                    REUNIÃO DO GRUPO DE COROINHAS SÃO JOSÉ.

FORMAÇÃO DIA 19/03/2011
CORES LITURGICAS

A respeito das cores litúrgicas, seguimos as orientações do Missal Romano (cf. Instrução Geral sobre o Missal Romano 308-310)

Branco: simboliza a vitória, a paz, a alegria. É usado nos ofícios e missas do tempo pascal e no Natal: nas festas e memória do Senhor, exceto as da Paixão; nas festas e memória da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não mártires, na festa de Todos os Santos, são João Batista. Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo. 
                                           
Vermelho: simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usada no domingo da Paixão (= domingo de Ramos) e na Sexta-feira santa: domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos mártires.
                                       
Verde: é a cor da esperança. É usado nos ofícios e missas do tempo comum.
                                         
Roxo: simboliza a penitência. É usado no tempo do advento e na quaresma. Pode também ser usado nos ofícios e missas pelos mortos.
                                           
Preto: é símbolo de luto. Pode ser usado nas missas pelos mortos.
                                         
   Rosa: simboliza a alegria. Pode ser usado no III domingo do Advento e no IV domingo da Quaresma.
                                              




 QUARESMA E TRIDUO PASCAL.




Quaresma: Na Bíblia, o número quarenta é citado várias vezes, como por exemplo, nos quarenta anos que os hebreus permaneceram no deserto, nos quarenta dias em que Elias caminhou e nos quarenta dias em que Jesus jejuou.
A Quaresma é um tempo muito especial para os cristãos. É um tempo muito especial para todos os cristãos. É um tempo de renovação espiritual, de arrependimento, de penitência, de perdão, de muita oração e principalmente da fraternidade. Por isso, no Brasil, desde 1964, durante a Quaresma, a Igreja convida os cristãos a viverem a Campanha da Fraternidade, que cada ano apresenta um tema especifico.
Aproveite, portanto, esse tempo de graça e renovação e prepare-se o melhor possível para celebração da Páscoa. Procure fazer tudo  o que puder para ajudar as pessoas, principalmente as mais necessitadas.
Com o Domingo de Ramos inicia-se a Semana Santa.

Tríduo Pascal: As celebrações mais importantes de todo ano litúrgicos sem dúvida são as do Tríduo Pascal. Tríduo Pascal quer dizer “três dias” e pascal significa “da Páscoa”. Inicia-se na Quinta-feira Santa e termina e termina no Sábado Santo, com a Vigília Pascal.
                      
                          Quinta-feira Santa: Na tarde desse dia, comemora-se a último dia de Jesus, ocasião em que ele tomou o pão e o vinho, abençoou-os e deu-os aos seus discípulos, dizendo tratar-se de meu corpo e de meu sangue: assim ele instituiu o sacramento da Eucaristia, estabelecendo com o povo uma Nova Aliança, por meio do seu sacrifício. Foi também durante a última ceia que Jesus lavou os pés dos discípulos, demonstrando humildade, serviço e amor ao próximo. A celebração na igreja é feita geralmente á noite.

                          Sexta-feira Santa: Nesse dia a Igreja relembra a Paixão e Morte de Jesus Cristo, numa celebração muito especial á tarde, pois foi por volta das 15 horas que Jesus morreu. Na Sexta-feira Santa não há celebração de missas.

                           Sábado Santo: Este é um dia de recolhimento, reflexão e muito silêncio: é o dia em que Jesus permaneceu em seu sepulcro. Na noite do Sábado Santo, renova-se a memória do acontecimento mais importante de nossa fé cristã: a Ressurreição. Há então em todas as igrejas uma celebração muito significativa, a mais importante de toda a liturgia, que é a Vigília Pascal.

Reunidos nas igrejas, os cristãos de todo o mundo comemoram a ressurreição de Jesus Cristo, triunfando sobre a morte. A cerimônia divide-se em quatro partes:

(A) Liturgia da Luz: acende-se uma grossa vela, chamada círio pascal, que simboliza a luz de Cristo que vence as trevas da morte;

(b) Liturgia da Palavra: as pessoas relembram, por meio de leituras bíblicas, os fatos importantes realizados por Deus ao longo da História;

c)Liturgia Batismal: recordando que Batismo é a nossa Páscoa, ou seja, nossa “passagem” para a vida cristã, renovamos nessa noite as promessas feitas em nosso batismo confirmando nossa vida em Cristo;
d)Liturgia Eucarística: celebra-se finalmente o sacrifício de Cristo, mas com grande alegria, porque Jesus esta vivo e nos salvou.

É bom que você, coroinha compareça a todas as celebrações do Tríduo Pascal sempre com muito respeito e muito empenho de realizar suas tarefas junto ao altar.E, ao terminar a Vigília Pascal, cumprimente sua família, seus amigos, as pessoas que estiverem na igreja e os sacerdotes, manifestando sua alegria de cristão nessa alegre e grandiosa manifestação.


 Páscoa: Você sabe o quer dizer “Páscoa”? Em hebraico que é a língua que foram escritas as primeiras versões Bíblia, Páscoa significa “passagem”, rememorando a passagem de Moisés, com todo o povo hebreu, ao retirar do Egito e libertar-se da escravidão.Também Jesus, ao ressuscitar, “passou” da morte para a vida, da escuridão para á luz. E nós, na Páscoa, somos convidados a realizar essa mesma passagem, isto é, a ressuscitar com Jesus para o amor e a serviço ao próximo.
A Páscoa é um longo período litúrgico: além dos oito dias (a oitava da Páscoa), prolonga-se por mais de seis domingos.
O tempo pascal termina com duas importantes solenidades a festa da Ascensão de Jesus ao céu e a festa de Pentecostes que relembra a decida do Espírito Santo sobre os apóstolos, que foi o inicio da Igreja.



 


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

...Continuação da Santa Missa

O Sacerdote

     O Concílio Vaticano II diz que o padre age "in persona Christ", isto é, em lugar da pessoa de Jesus. O padre é presbítero e profeta. Como sacerdote, administra os sacramentos, preside o culto divino e cuida da santificação da comunidade, como profeta, anuncia o Reino de Deus e denuncia as injustiças e tudo o que é contra o Reino; como presbítero, o padre administra e governa a Igreja.

As Partes da Celebração:
1. Entrada e saudação
2. Ato Penitencial e hino de louvor
3. Liturgia da palavra
4. Profissão de Fé
5. Oração dos fiéis
6. Liturgia Eucarística
7. Rito da comunhão
8. Ritos finais
9. Considerações Gerais sobre a Santa Missa




O SIGNIFICADO E O VALOR DE CADA PARTE:

1. Entrada e Saudação

     Na entrada a Comunidade recebe o celebrante, ao mesmo tempo em que responde: "Eis me aqui Senhor!", vim para atender o vosso chamado, vim para louvar, agradecer, bendizer, adorar e estou inteiramente a seu dispor.
     Na saudação inicial o Sacerdote ou Ministro da Eucaristia, invoca a Santíssima Trindade, onde Jesus já se faz presente na celebração, pois ele mesmo disse: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei Eu no meio deles".
     Livres das preocupações mundanas, nesse momento e nesse lugar sagrado que é a igreja, o ser humano se torna iluminado na medida em que se coloca totalmente nas mãos de Deus e se entrega a um momento sagrado de união com os irmãos e com a Santíssima Trindade.

O SINAL DA CRUZ

     Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado pelo próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia oficial da Igreja e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e nós os membros desse corpo. Por isso nos incorporamos a Ele pra que nossa vida tenha sentido e nossa oração seja eficaz.
     Durante o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar.  O beijo tem um endereço: não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas para o Cristo, que é o centro de nossa piedade.
     O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão "EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO", tem um sentido bíblico. Nome em sentido bíblico quer dizer a própria pessoa. Isto é, iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.

2. Ato Penitencial

     Nesse momento, toda a Comunidade, cada membro individualmente e todos nós temos nossas fraquezas, limitações e misérias, e, somos um povo Santo e Pecador.
     O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração com um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.
     Quando em nosso dia-dia temos alguma obrigação a cumprir, seja elas profissionais, sociais e lazer, nos preocupamos com nossa higiene pessoal e também com nossa aparência. Quando estamos para participar em corpo e alma de uma Santa Missa temos que nos preocupar com a limpeza de nosso coração alma e mente, pois mais importante que a aparência física, é ter uma alma limpa e livre de qualquer mal e pecado que possa impedir de nos aproximarmos de Jesus.
     Assim fazemos um Ato Penitencial, onde a comunidade e cada um dos fiéis, reconhecendo a condição de pecador, com verdadeiro e profundo arrependimento e, com o firme propósito de não cometê-los mais, suplicamos a misericórdia de Deus e seu eterno amor, que pela intercessão de Jesus Cristo nosso Salvador, somos perdoados.
     Após recebermos o perdão de Deus, concedido por sua infinita bondade através da invocação do Sacerdote, proclamamos com o coração aliviado o nosso hino de louvor e glória pela graça recebida.
Atenção: O perdão recebido no Ato Penitencial não significa que estamos isentos do sacramento da Confissão. Depois de fazer um completo exame de consciência, devemos nos confessar com um Sacerdote, principalmente quando cometemos um pecado grave ou mortal. E também não dá a ninguém que não faça a confissão, o direito a participar da Comunhão. Esse perdão é só para aqueles que se confessam sempre e que não estejam em pecado grave e que participam todos os domingos da Santa Eucaristia. Assumem o risco de aqueles que não tomam esses cuidados de cometer um pecado maior.GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS
     O Glória é um hino antiqüíssimo e venerável, pelo qual a Igreja glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. Não constitui aclamação trinitária. Louvamos ao Pai a ao Filho, expressando através do canto, a nossa alegria de filhos de Deus.

ORAÇÃO

     OREMOS é seguido de uma pausa este é o momento que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração. Durante esse tempo de silêncio cada um faça mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o celebrante está assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Após a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.

3. Liturgia da Palavra

     Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se, mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância, pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como "Povo de Deus".

A liturgia da Palavra é composta das seguintes fases:

1. Primeira Leitura: geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.

2. Salmo: após a Primeira Leitura, vem o "SALMO RESPONSORIAL", é uma resposta à mensagem proclamada para ajudar a Assembléia a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.

3. Segunda Leitura: Epistolas - é sempre tirada das Cartas de Pregação dos Apóstolos (Paulo, Thiago, João etc...) às diversas comunidades e também a nós, cristãos de hoje.

4. Canto de Aclamação: terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao Evangelho, que é um breve comentário convidando e motivando a Assembléia a ouvir o Evangelho. O Canto de Aclamação é uma espécie de aplauso para o Senhor que vai nos falar.

5. O Evangelho de Jesus segundo João, Marcos, Mateus e Lucas conforme o tema do dia, toda a Assembléia está de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar "dividida" com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar. A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência, paz para nosso Espírito e alegria para nosso coração.

6. Homilia: é a interpretação de uma profecia ou a explicação de um texto bíblico.A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra. Havia ensinado o povo e particularmente os discípulos. Tinha morrido e ressuscitado dos mortos. Missão cumprida! Mas sua obra da Salvação não podia parar, devia continuar até o fim do mundo. Por isso Jesus passou aos Apóstolos o seu poder recebido do pai e lhes deu ordem para que pregassem o Evangelho a todos os povos. O sacerdote é esse "homem de Deus". Na homilia ele "atualiza" o que foi dito há dois mil anos e nos diz o que Deus está querendo nos dizer hoje.
Baseadas nas leituras, sempre relacionadas entre sí, o Sacerdote faz a explicação e reflexão do que foi ensinado. Esta é uma hora muito importante da Santa Missa, pois é quando aprendemos grandes lições de vida e fazemos o firme propósito de aplicá-las em nossas vidas. É também a hora em que podemos entender o poder da Palavra de Deus que nos liberta e faz de nós seus novos apóstolos.
As leituras são escolhidas pela Santa Igreja conforme o tempo que estamos vivendo, isto é, de acordo com o Calendário Litúrgico: tempo comum, Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e para missas específicas como Batismo, Primeira Comunhão, Crisma, etc..

4. Profissão de Fé

     A comunidade professa sua fé em comunhão com os ensinamentos da Igreja e pela liturgia da palavra, confessando crer em toda doutrina Católica, no perdão dos pecados e na presença viva de Jesus. A fé é à base da religião, o fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele. Creio em Deus Pai, com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática.

5. Oração dos fiéis

     A Comunidade unida em um só pensamento e desejo eleva a Deus seus pedidos e anseios, pedidos coletivos e também pessoais. As orações podem ser conforme o tempo litúrgico ou campanhas da igreja, como por exemplo, a Campanha da Fraternidade.
     Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja.

6. Liturgia Eucarística

     Na Missa ou Ceia do Senhor, o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar a memória do Senhor. Iniciam-se com as oferendas. A comunidade oferece seus sacrifícios através do pão e do vinho entregues ao Sacerdote para a transformação.
Procissão das Oferendas
     As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem e da mulher que trabalham. As demais ofertas representam igualmente a vida do povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis. Deus não precisa de esmola porque Ele não é mendigo e sim o Senhor da vida. A nossa oferta é um sinal de gratidão e contribui na conservação e manutenção da casa de Deus.
     Na Missa nós oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Um povo de fé traz apenas pão e vinho, mas no pão e no vinho, oferece a sua vida.
     O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Ele põe algumas gotas de água no vinho que simboliza a união da natureza humana com a natureza divina. Na sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si, Deus e o Homem.
     E assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo com Ele. O celebrante lava as mãos: essa purificação das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.

Santo

     Prefácio é um hino "abertura" que nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso o celebrante convida a Assembléia para elevar os corações a Deus, dizendo "Corações ao alto!" É um hino que proclama a santidade de Deus e dá graças ao Senhor.
     O final do Prefácio termina com a aclamação Santo, Santo, Santo... é tirado do livro do profeta Isaías (6,3) e a repetição é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade, embora sendo pecadores, de lábios impuros, estamos nos preparando para receber o Corpo do Senhor.


Obs. A Consagração do pão e do vinho é o momento mais importante da celebração.
Consagração do Pão e Vinho
     Pelas mãos e oração do Sacerdote o pão e o vinho se transformam em Corpo e Sangue de Jesus. O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao Pai que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo.
     Por ordem de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia e pronuncia as palavras TOMAI TODOS E... O celebrante faz uma genuflexão para adorar Jesus presente sobre o altar.
     Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo: TOMAI TODOS E...
     "FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!" Aqui se cumpre à vontade expressa de Jesus, que mandou celebrar a Ceia.
     Novamente começa o Sacrifício de Jesus e diante de nós está o Calvário, e agora somos nós que estamos ao pé da Cruz. No silêncio profundo e no recolhimento do nosso coração adoramos o nosso Salvador, que está crucificado diante de nós. Devemos oferecer a Jesus, nossa vida, dores, misérias e sofrimentos para ser crucificado junto com Ele, na esperança da Salvação e da vida-eterna. Tudo isso não podemos ver com os olhos do corpo, mas temos que ver com os olhos do coração e da alma.
     "Tudo isso é Mistério da fé”

     "EIS O MISTÉRIODA FÉ" - Estamos diante do Mistério de Deus. E o Mistério só é aceito por quem crê.
Orações pela Igreja
     A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos: está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório, como Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante. Entre todos os membros dessa Igreja, que está no céu e na terra, existe a intercomunicação da graça ou comunhão dos Santos. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus.

     A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores do rebanho, sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo de deus. Por isso a comunidade precisa orar muito por eles.
Rezar pelos mortos é um ato de caridade, a Igreja é mais para interceder do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos.
Finalmente, pedimos por nós mesmos como "povo santo e pecador".
POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO...
     Neste ato de louvor o celebrante levanta a Hóstia e o cálice e a assembléia responde amém.

PAI - NOSSO

     O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um ensinamento teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus, o Pai-Nosso foi vivido plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto, deve ser vivido também pelos seus discípulos. Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística. Essa belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos bem o Pai Nosso, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. Portanto, para eu comungar o Corpo do Senhor na Eucaristia, preciso estar em "comunhão" com meus irmãos, que são membros do Corpo Místico de Cristo.
     Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante. Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. Após o Pai Nosso na Missa não se diz amém, pois a oração seguinte é continuação.
     A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo. A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição. Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.

FRAÇÃO DO PÃO

     O celebrante parte a hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.

CORDEIRO DE DEUS

     Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o "Cordeiro de Deus".Os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.

7. Rito da Comunhão
      Jesus agora está vivo e presente sobre o altar. É presença real no meio de nós e se manifesta em bondade e amor.
A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como Mistério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.



MODO DE COMUNGAR

     Quem comunga recebendo a hóstia na mão deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungante imediatamente, pega a Hóstia com a mão direita e comunga ali mesmo na frente do padre ou ministro. Ou direto na boca. Quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho são diretamente na boca.
     Quando verdadeiramente preparados, somos convidados a participar do Banquete Celestial. Jesus novamente realiza o milagre da multiplicação, partilhando o seu Corpo e seu Sangue com a comunidade. Agora seu Corpo descido da cruz não irá mais para o sepulcro, mas vai ressucitar dentro de cada um de nós.
     É o momento sagrado em que Jesus fala diretamente conosco, nos ilumina e dá forças para viver cada vez melhor para podermos refletir sua imagem onde quer que estejamos.
     Terminada a comunhão, convém fazer alguns momentos de silêncio para interiorização da Palavra de Deus.
Atenção: A missa toda é uma ação de Graças

8. Ritos Finais

     É hora da reflexão final, tudo que sentimos e vivemos, será completado pela benção final, pelas mãos do Sacerdote, Deus nos abençoa.
É preciso valorizar mais e receber com fé a benção solene dada no final da Missa. E a Missa termina com a benção.
     Ao deixarmos o interior da Igreja, a celebração deve continuar em cada momento de seu dia-dia, pois Jesus não ficou no altar, mas está dentro de cada um de nós.
     Estamos fortalecidos e prontos para vivenciar a salvação. Olhando o mundo de nova maneira, acolhendo bem a todos os irmãos, praticando a caridade e fraternidade, principalmente com os excluídos deste mundo, aos doentes, presos, marginalizados e com aqueles que não conhecem a Jesus, ensinando-os a conhecê-lo. Só ai a Santa Missa terá o verdadeiro sentido e nos fará caminhar e aproximar-nos cada vez mais da vida eterna junto à Santíssima Trindade.
     A missa é a mesma para todos, contudo a maneira de participar é diferente, dependendo da fé e do interesse de cada um!

A santa missa

A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico.

Nos dias de hoje, muitos irmãos e irmãs católicos, ainda não sabem o verdadeiro significado e o valor de uma Santa Missa.

Alguns vão apenas por um sentido de obrigação ou convenção social, talvez imposta pelos pais na infância.

Grande parte deles acabam por abandonar a Igreja por acharem uma coisa repetitiva, desconhecendo o verdadeiro conteúdo de uma Celebração da Eucaristia.

Evangelizar também é ensinar o verdadeiro sentido dos sacramentos da Igreja e, portanto, aprenda você também a mostrar o sentido da Santa Missa aos seus parentes, familiares, amigos e vizinhos.

Eduque seus filhos na fé! Fale de Deus com todos! Não tenha medo nem vergonha!

Entenda que Deus realmente está presente na missa e fala diretamente conosco.

É preciso tornar-se criança no sentido de inocência e humildade para participar bem e aproveitar todas as bênçãos que provém dos céus durante a missa.

Ao entrar na igreja deixe de lado seus problemas e preocupação com o mundo e se entregue totalmente nas mãos do Nosso Senhor.


Porque ir à Igreja?
  
O individualismo não tem lugar no Evangelho, pois a Palavra de Deus nos ensina a viver fraternalmente. O próprio céu é visto como uma multidão em festa e não como indivíduos isolados. A Igreja é o povo de Deus. Com ela, Jesus fez a Nova e Eterna Aliança no seu Sangue. A palavra Igreja significa Assembléia. É um povo reunido na fé, no amor e na esperança pelo chamado de Jesus Cristo.

     A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que receberam o mesmo batismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão. Todos os fiéis formam um só "corpo". São Paulo disse aos cristãos: "Agora não há mais judeu nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem, nem mulher. Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus" (Gl 3,28).

Eucaristia

Formações

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Eucaristia

A melhor maneira de permanecer em Jesus
A melhor maneira de permanecer em Jesus é pela Eucaristia.
São impressionantes as palavras que ele disse sobre a Eucaristia naquele célebre discurso na sinagoga de Cafarnaum, que São João narrou no capítulo 6 do seu Evangelho, após ter multiplicado os pães para a multidão e ter caminhado sobre a água. Jesus foi incisivo e repetiu varias vezes.

"Eu sou o pão da vida (...) Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer." (Jo 6,48.50)

"Se não comerdes a carne do filho do homem, beber o seu sangue não tereis a vida em vos mesmo." (Jo 6,53)

Sem Jesus vivendo em nós, é, portanto claro, que não temos a vida em nós mesmos. No versículo 56, Jesus reafirmou:
"Aquele que comer da minha carne viverá por mim." (Jo 6,57)

"Viverá por mim" quer dizer: Eu o sustentarei na batalha da vida. Eu serei sua alegria e seu canto. Eu serei a sua força; você não lutara apenas com as fracas forças humanas.
Na comunhão, Jesus quis seu corpo se misturasse ao nosso, que o seu sangue se unisse ao nosso e que o seu espírito inundasse o nosso.

Por isso precisamos centrar nossa vida religiosa na Eucaristia. Ali está Jesus, em pessoa, corpo, sangue, alma e divindade, pronto para se dar a nós a qualquer momento que desejarmos. Ele só exige um coração puro e uma consciência tranqüila, já que ele é santo.

É preciso comungar bem; isto é, se preparar para receber "sua majestade", como dizia Santa Tereza. Ninguém é digno de receber a Jesus, mas é ele que quer vir a nós; então temos que o receber com as disposições necessárias; isto é, sem pecado mortal na alma, e com o desejo permanente de ser melhor, buscar a santidade e rejeitar o pecado.
Vale a pena recordar um pouco do que os santos disseram da Eucaristia:

São João Crisóstomo, Doutor da Igreja: 'Deu-se todo não reservado nada para si". "Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente "doente de amor" (Ct 2,4-5)

São Boaventura, Doutor da Igreja: "Ainda que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus."

São Francisco de Sales, Doutor da Igreja: "Duas espécies de pessoas devem comungar com freqüência: os perfeitos para se conservarem perfeitos e os imperfeitos para chegarem a perfeição."

São Bernardo, Doutor da Igreja: "A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente". "Quando Jesus esta presente em nos, ao redor de nós, mintam guardas de amor os anjos."

Santo Afonso de Ligorio, Doutor da Igreja: "A comunhão diária não pode conviver com o desejo de aparecer, vaidade no vestir, prazeres da gula, comodidades, conversas frívolas e maldosas. Exige oração, mortificação, recolhimento."

Santa Catarina de Genova: "O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida."


.: Livro: Só por ti, Jesus , de Professor Felipe Aquino
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Livros Sagrados

Atenção: temos vários livros litúrgicos mais neste resumo vou está ensinando apenas 3 livros mais usados durante a algum ato litúrgico.

Os livros litúrgicos são livros que contém os ritos e os textos para as diversas celebrações. È importante que sejam tratados com cuidado e respeito, pois é deles que se proclama a Palavra de Deus e se prefere a oração da Igreja.

Missão Romano: livro usado pelo sacerdote para a celebração eucarística.

Missal Romano

Missal Romano





Lecionário: livro que contém as leituras.
Os principais lecionários são:


Lecionario Dominical


  • Lecionário Dominical: compreende as leituras para as missas dos domingos e de algumas solenidades e festas.










  • Lecionário Semanal: contém as leituras para os dias da semana de todo o Ano litúrgico. A primeira leitura e o salmo responsorial de cada dia estão classificados por ano ímpar e ano par. O evangelho é o mesmo para os dois anos.Lecionário Semanal

















quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Objetos destinados às celebrações litúrgicas

Os objetos litúrgicos são de grande importância, porque são através delas que o coroinha utiliza em um ato litúrgico, por isto exige responsabilidade e acima de tudo cuidado e postura.
            Objetos litúrgicos: não são apenas coisas concretas, são sinais, por isso transmitem mensagem, não só pela presença deles, mas pelo modo como são utilizados. A beleza da patena, do cálice e âmbulas, o formato e o acabamento das velas, as flores naturais e sua conservação, tudo isso deve concorrer para uma proveitosa celebração do memorial da páscoa de Cristo.

Aqui estão os utensílios litúrgicos: (temos momentos certos para utilizá-los, por isto é importante a atenção, principalmente do coroinha).

  • Âmbula, cibório ou píxide: Recipiente para a conservação e distribuição das hóstias aos fiéis.
Formação 2
















  • Aspersório: Instrumento com que se joga água benta sobre o povo ou objetos.
Aspersório
  • Caldeirinha: vasilha onde se coloca água benta para aspersão do povo.
Caldeirinha
  • Cálice: recipiente no qual se consagra o vinho durante a missa.
Cálice
  • Castiçal: Utensílio que serve de suporte para uma vela.
Castiçais
  • Corporal: tecido em forma quadrangular sobre o qual se depõem o cálice com vinho e a patena com a hóstia.
Corporal
  • Hóstia: pedaço de pão não fermentado, usado para a celebração eucarística, para a comunhão do padre.
Hóstia Maior Comunhão do Padre
  • Manustérgio: toalha com que o sacerdote enxuga as mãos, após lavá-las durante a missa.
manustérgio
  • Pala: cartão quadrado, revestido de pano, para cobrir a patena e o cálice
Pala
  • Patena: pequeno prato, geralmente de metal, para conter a hóstia durante a celebração da missa.
Patena
  • Partícula: pequeno pedaço de pão sem fermento, em geral de forma circular, que o padre consagra para a comunhão dos fiéis.
Particula
  • Sanguinho ou purificatório: tecido retangular com o qual o sacerdote, depois da comunhão, seca o cálice e, se for preciso, a boca e os dedos.
Sanguineo
  • Teca: pequeno estojo, geralmente de metal, em que se leva a eucaristia aos enfermos. É usada também na celebração eucarística para conter as partículas.
Teca
  • Círio Pascal: vela grande que é benzida e solenemente introduzida na igreja no inicio da vigília pascal; em seguida é colocada ao lado da mesa da palavra ou ao lado do altar. O círio permanece aceso durante as ações litúrgicas do tempo pascal (até a festa de pentecostes). Na nossa comunidade e em muitos lugares costuma-se colocar o círio, fora do tempo pascal, junto a fonte batismal, acendendo-o em cada celebração batismal. O círio pascal aceso simboliza o Cristo ressuscitado.
Círio Pascal
  • Incenso: resina aromática extraída de várias plantas, para se colocar sobre brasas nas celebrações.

  • Luneta: peça circular do ostensório onde se coloca a hóstia consagrada para a exposição do Santíssimo.
Adoradores de Deus!!
  • Naveta: pequeno vaso onde se transporta o incenso nas ações litúrgicas.
Naveta
  • Ostensório: objeto no qual se mostra aos fiéis a hóstia consagrada na solene exposição do Santíssimo.
Ostensório
  • Turíbulo: vaso utilizado para as incensações durante a celebração.
Turibulo
  • Galhetas: dois recipientes contendo respectivamente a água e o vinho para a celebração eucarística.
Galhetas

Cores Litúrgicas

São seis cores liturgicas

·        O branco simboliza a vitória, a paz e a alegria.
É usado nos ofícios e missas do tempo pascal e do Na­tal; nas festas e memórias do Senhor, exceto as da Paixão; nas festas e memória da Bem-aventurada Vir­gem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não márti­res, na festa de Todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo.

·        O vermelho simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usado no domingo da Paixão (domingo de Ramos) e na Sexta-feira santa; no domin­go de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Se­nhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos mártires.

·        O verde é a cor da esperança. É usado nos ofí­cios e missas do tempo comum.

·        O roxo simboliza a penitência. É usado no tem­po do advento e na quaresma. Pode também ser usado nos ofícios e missas pelos mortos.

·         O preto é símbolo de luto. Pode ser usado nas missas pelos mortos.

·         O rosa simboliza a alegria. Pode ser usado no III Domingo do advento e no IV domingo da quaresma.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Espaço da celebração

Presbitério: espaço ao redor do altar, geralmente um pouco elevado, onde se realizam os ritos sagrados.
Altar: mesa fixa ou móvel destinada à celebração eucarística.
Altar
Ambão ou mesa da palavra: Estante de onde se proclama a palavra de Deus. 
Credência: Mesinha onde se colocam os objetos litúrgicos que serão utilizados na celebração.
Credencia
Púlpito: Nas igrejas mais antigas, lugar de onde o sacerdote dirige a pregação. 
Sacrário ou tabernáculo: Espécie de pequena urna onde se guarda o Santíssimo Sacramento.
Sacrário de Aparecida do Norte
Batistério: Lugar reservado para a celebração do batismo. Em substituição ao verdadeiro batistério, usa se a pia batismal. 
Sacristia: Sala anexa à igreja onde se guardam as vestes dos ministros e os objetos destinados às celebrações; é também o lugar onde os ministros se para­mentam. 
Nave da igreja: Espaço reservado aos fiéis.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Posturas, movimentos e gestos

Nas celebrações litúrgicas, as diversas posturas ou atitudes são expressões corporais simbólicas que expressam uma relação com Deus.
Apresento as principais posturas:

  • Estar em pé: é a posição do Cristo Ressuscitado, onde obedecemos e estamos preparados para levar o exemplo de Jesus Cristo.
  • Estar sentado: é a posição de escuta, de diálogo, de quem medita e reflete.
  • Estar ajoelhado: é a posição de quem se põe em oração profunda, confiante.
  • Genuflexão: faz-se dobrando o joelho direito até o solo. Significa adoração, pelo que é reservado ao Santíssimo Sacramento, quer exposto, quer guardado no sacrário. Atenção coroinhas: Não fazemos genuflexão nem inclinação profunda àqueles que transportam os objetos que se usam nas celebrações, por exemplo, a cruz, os castiçais, o livro dos evangelhos.  Não fazemos genuflexão para imagens.
  • Prostrar-se: significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade, humildade, e também de súplica. Usamos na sexta-feira santa, no inicio da celebração da paixão.
  • Reverência: sinal de reverência e de honra que se presta às pessoas ou às imagens. Faz-se inclinação diante da cruz, no inicio e no fim da celebração; ao receber a benção; quando, durante o ato litúrgico, há necessidade de passar diante do tabernáculo; antes e depois da incensação, e todas as vezes em que vier expressamente indicada nos diversos livros litúrgicos.
  • Erguer as mãos: é um gesto de súplica ou de oferta do coração a Deus. Usadas no pai-nosso e cantos de louvor.
  • Colocar a mão no peito: é expressão de dor e arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração Confesso a Deus todo-poderoso...
  • Silêncio: é atitude indispensável nas celebrações litúrgicas.

Liturgia e Celebrações Litúrgicas


Liturgia

Ela vem da língua grega e significa, entre outras coisas, RELAÇÃO DO POVO COM DEUS.

No Antigo Testamento, que é a primeira parte da Bíblia, a palavra "liturgia" é empregada para designar o culto prestado a Deus pelos sacerdotes judeus.
Se for procurar no dicionário o significado de "liturgia", encontrará: complexo de cerimônias realizadas na igreja.

Como sabemos os coroinhas participam da liturgia, então eles participam das cerimônias realizadas na igreja, participam do CULTO.

O CULTO
É justamente o conjunto de atos e atitudes espirituais que manifestam repeito, honra, veneração e adoração a Deus, como por exemplo a missa e a oração.
A LITURGIA é a maneira de glorificar Deus e seu filho, Jesus Cristo, através das cerimônias e orações que realizamos na igreja.

Não se deve, porém, ir à missa ou rezar a Deus apenas para obter favores, pedir soluções para nossos problemas, milagres, bênçãos, mas principalmente para manifestar nosso amor por deus e agradecer-lhes todas as coisas que dele recebemos. A liturgia é uma ação de deus, para que os seres humanos recebam, por meio de seus sinais, a graça divina, alcançando a salvação pela fé.
O culto cristão deve ser realizado com o coração, com a vontade de querer servir a Deus, com o prazer em "visitá-lo" em sua "casa", com o desejo de ajudar os outros, de agir com honestidade e justiça. Deus quer que o visitemos na igreja e que lhe prestemos homenagens de modo sincero e verdadeiro.
 O que é liturgia?
Liturgia é, antes de tudo, AÇÃO. Ação supõe movimento. A liturgia se expressa mediante palavras e gestos. Por isso, dizemos que a liturgia é feita de sinais sensíveis, ou seja, sinais que chegam aos nossos sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição).
            Antigamente, fora do campo religioso, liturgia queria dizer ação do povo. A Igreja passou a aplicar este termo para indicar ação do povo reunido para expressar sua fé em Deus, nada mais é a relação do povo com Deus.

           O que é celebrar?

            O ato de celebrar implica alguns elementos importantes:
  • Celebrar é um ato público
  • Celebrar supõe que haja momentos especiais
  • Celebrar requer motivação
  • Celebrar depende de ritos
  • Celebrar supõe espaço
  • Celebrar requer tempo
            Celebrações Litúrgicas

O que são celebrações litúrgicas? São encontros de Deus com seu povo reunido. Esses encontros se realizam mediante algumas condições que chamamos elementos constitutivos da celebração litúrgica.
Os principais elementos que constituem uma celebração litúrgica são os seguintes:

  • Assembléia: são pessoas batizadas que se reúnem para celebrar.
  • Ministros: ministros ordenados (bispos, padres, diáconos) e os ministros instituídos (leitores e acólitos). Há também os ministros extraordinários para distribuição da eucaristia, ministro da palavra, ministro do batismo... E ministros para os vários serviços da celebração litúrgica.  
  • Palavra da Igreja: explicação da palavra proclamada, homilia e orações.
  • Ações simbólicas: ritos e símbolos mediante os quais os fiéis entram em comunhão com Deus.
  • Canto: indispensável na celebração, o canto expressa a harmonia dos cristãos, unidos pela mesma fé.
  • Espaço: local da celebração, mas significa também ocasião para se reforçar os laços da fraternidade; momento da organização e luta por melhores condições de vida, e ambiente da festa humana.
  • Tempo: é a sucessão das horas do dia e da noite, mas é também o instante de graça de Deus; são momentos em que Deus, desde toda a eternidade, vai realizando seu plano de salvação na história humana

Um pouco de informções e curiosidades sobre os coroinhas

Coroinha (do latim pueri chori, "menino do coro") é uma criança ou adolescente, geralmente do sexo masculino, que auxilia os sacerdotes nas funções do altar.
Em 1994, o papa João Paulo II autorizou que meninas também servissem ao altar; a Encíclica Redemptionis sacramentum prevê essa circunstância. Atualmente, em algumas paróquias a função de coroinha é permitida também às meninas, mas sua autorização deve provir do Ordinário local.
No Brasil, confunde-se "coroinha" com "acólito", todavia, coroinha não é um ministro instituído, isto é, ordenado pelo Bispo, característica do acólito.

Não há concordância. Há os que dizem que termo coroinha vem da antiga celebração da Santa Missa, em que partes do ritual eram cantadas em coro. Ocasionalmente, alguns dos meninos do coro eram solicitados para auxiliar os padres no altar, donde lhes foi dado o nome coroinhas. Outros que a origem do nome se deve ao fato de que os clérigos recebiam a tonsura quando ordenados - símbolo de pobreza e submissão ao Cristo. Era a raspagem do cabelo no cimo da cabeça em forma de coroa. Alguns coroinhas recebiam também uma pequena tonsura chamada "coroa", daí o nome.
Há a tentativa de não usar o nome de acólito para o coroinha para evitar a confusão entre as funções de cada um:
Coroinha (ou acólito extraordinário) - jovem que auxilia nas funções litúrgicas no altar e nas paraliturgias;
Acólito - umas das Ordens menores anteriores ao Diaconato e ao Presbiterado. Além de auxiliar no Presbitério e nas paraliturgias também coloca e retira o Santíssimo Sacramento do cibório, píxide ou ostensório durante a cerimônia de Adoração ao Santíssimo Sacramento.
As vestes litúrgicas do coroinha em geral seguem alguns padrões:
  • Batina de cor vermelha, branca, marrom ou bordô, com sobrepeliz branca;
  • Túnica branca.
O Padroeiro dos coroinhas é São Tarcísio, jovem mártir romano dos primeiros séculos da Era Cristã. Alguns consideram também Santa Maria Goretti como padroeira das meninas coroinhas. E há também uma corrente que atribui modernamente a São Domingos Sávio (também padroeiro dos adolescentes) o título de padroeiro dos coroinhas.